Tintin Cineclube | ASSACINE x3
Fuja dos 'piratas do caribe'. Venha pro Tintin.
Tintin Cineclube | Curtas Paranaenses
cena do filme 'Spectro'
Projeto leva cinema paraibano e cineclubismo para o interior do Estado
As sessões em Cabaceiras reuniram cerca de 250 pessoas
No dia em que o projeto Cinema Adentro chegou na pequena e cinematográfica Cabaceiras, no último feriado de Tiradentes, chovia na cidade como nunca se esperara. O contraponto da imagem sempre árida do Cariri Paraibano, a mesma preferida por vários realizadores do cinema nacional, com a chuva inesperada e sempre bem-vinda, inspira a acreditar que a proposta de interiorização audiovisual no Estado também pode ser uma grande surpresa para cidades onde os cinemas ficaram apenas na memória ou nunca chegaram a ter uma sala de exibição.
Realizado pela Associação Brasileira de Documentaristas – seção Paraíba (ABD-PB), através de financiado do Banco do Nordeste, o projeto propõe a interiorização da difusão audiovisual no Estado, através da realização de mostras de filmes paraibanos de curta e média-metragens e uma oficina de cineclubismo em três cidades do interior paraibano: Cabaceiras, Monteiro e Areia.
Durante os três dias em que o Cinema Adentro esteve em Cabaceiras, as sessões reuniram cerca de 250 pessoas – um número expressivo para uma cidade com cerca de 6 mil habitantes – e a oficina capacitou 15 jovens e adultos para desenvolverem o cineclube, por eles mesmos batizado de “Quebrando a cabaça”, que fará uso do equipamento ganho do Ministério da Cultura, através do edital Ponto de difusão digital, para criarem uma realidade mais crítica para a agora conhecida “roliúde nordestina”.
O projeto chega a Monteiro este fim de semana (18,19 e 20 de maio), realizando oficina no Grande Hotel e exibições na Praça João Pessoa, às 19h30. A última parada será a serrana Areia (1, 2 e 3 de junho), com oficina e sessões, sempre às 19h30, no histórico Teatro Minerva.
Cinema andentro
O objetivo é estimular a formação do olhar das populações locais a partir do universo regional apresentado nos filmes, dando assim passos iniciais para o conhecimento e a preservação do patrimônio cultural imaterial paraibano.
Além disso, o projeto pretende criar bases para a implantação de um cineclube em cada uma das cidades, onde possa ser discutido o fazer audiovisual, a formação de realizadores e público de forma continuada.
A oficina “Como criar e manter um cineclube na sua cidade”, ministrada pelo cineclubista Zonda Bez, tem carga horária de 9h/aula e se propõe a dar informação indispensável para que os interessados em manter um espaço contínuo de exibição de filmes possam gerir o cineclube. Já a noite, o público das cidades tem acesso a filmes importantes e raros da cinematografia paraibana. Indo de “Aruanda” (Linduarte Noronha, 1960) a “Gadanho” (João de Lima e Pedro Nunes, 1979); de “Funesto” (Carlos Dowling, 1999) a “O meio do mundo” (Marcus Vilar, 2006), a mostra retrospectiva propõe um panorama do já quarentão cinema paraibano. Ao final, as cidades receberão uma caixa, ainda em protótipo, contendo os filmes exibidos e ainda muitos outros, mantendo assim um acervo mínimo do documentário e da ficção paraibanas.
Compõem a equipe do projeto o cineasta Bruno de Sales, o videasta e jornalista Chiquinho Sales e a produtora Cristhine Lucena.
Tintin Cineclube | Curtas na prateleira – José Jofilly
cena do curta 'Alô, alô, Tetéia'
