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New-candanga na 39º edição do festival de brasília do cinema brasileiro

Publicado na seção Programação por assessoria de comunicação em 01 de December de 2006
Cena do curta 'Noite de Sexta, manhã de Sábado', de Kleber Mendonça Filho

Cena do curta 'Noite de Sexta, manhã de Sábado', de Kleber Mendonça Filho

Olá, olá 

Pela primeira vez estive no festival de Brasília, depois de uns anos remoendo… Fui a todos os dias da mostra competitiva de 35mm, vi os curtas e os longas todos. Infelizmente não pude ver os filmes em 16mm, ia ser um sacrifício danado, então preferi assistir aos debates e ver um pouco do que o povo que pensa cinema anda comentando por aí. Vi menos do que eu queria, embora tenha me esforçado um bocado! 

Os resultados saíram ontem e acho que foram dentro do esperado… O nordeste está muito bem representado no cinema brasileiro! Mesmo sem ter um filme paraibano nas telas do festival, tem Manfredo Caldas (com O Romance do Vaqueiro Voador), Vladimir Carvalho (com O Engenho de Zé Lins), Fernando Teixeira e Mariah Teixeira (atores d’O Baixio das Bestas)… E tem Kleber Mendonça (com Noite de Sexta, Manhã de Sábado), Luís Carlos Vasconcelos (no filme de Manfredo)… Enfim, um bocado de representantes bons, com filmes legais (uns mais e uns menos), e eu adorei estar presente e ver tudo isso, inclusive as premiações. 

Queria falar de cada um dos filmes, mas não me vejo agora preparada pra isso… Mas queria comentar uns. Queria comentar que vi o filme de Kleber logo no primeiro dia e que nos dias que se seguiram nenhum curta me tocou tanto. Não é só por sentimentalismos, não, é que as imagens são num p&b bonito, como que sem cuidado, mas com todo o cuidado… e são fortes, dentro da banalidade que poderiam sugerir… e dizem um monte dentro dos silêncios tantos. Achei lindo demais e fui dizer a ele só depois da premiação, porque finalmente a timidez era mais fraca do que a vontade de falar que fiquei feliz que mais gente tenha talvez percebido daquele jeito. Mais tecnicamente, é possível (e bem provável…). 

Aí teve o último curta (olha, falo do primeiro e do último), O Homem-Livro, de Anna Azevedo. Tão bem recebido pelo público, uma satisfação a reação das pessoas, tanto que ganhou o prêmio pelo júri popular! Uma surpresa pra mim que não tenha sido nenhum dos filmes de Brasília, e ainda bem, porque diante desse, por exemplo, seria uma injustiça. Um filme de personagem, mas bem construído, com intenção, com razão de ser em cada uma das escolhas da diretora, e isso é perceptível: não é um filme à toa, não se fez sozinho, não foi um ‘deixa rolar’. Anna é seguidora (digo assim? já disse) de Vladimir Carvalho, não por acaso. Filme pra se ver na primeira chance, o cara é impagável, a história dele é ótima e o cinema que Anna mostra ali (que eu vi melhor depois de ouvir alguns comentários valiosos) também não é de deixar passar. 

(…) Posso falar dos longas daqui a pouco? Tem umas coisas sobre o festival ele mesmo que ainda quero dizer, porque tenho que falar pra mais gente dessa impressão! Então até já. 

Beijos do cerrado. 

 

Liuba de MedeirosÂ